Pré-Relatório
RevisadoGerado em 14 de maio de 2026
Os exames de Bianca revelam uma série de desequilíbrios interconectados. A RDW elevada e a ferritina baixa, mesmo com hemoglobina e hemácias normais, podem indicar um início de deficiência de ferro ou um estado inflamatório crônico que afeta a eritropoiese. A leucocitose e plaquetose, juntamente com a IgE Total muito alta, sugerem um processo inflamatório/alérgico ativo. A HbA1c discretamente elevada aponta para uma disfunção no metabolismo da glicose. O folato baixo e o selênio baixo são deficiências nutricionais importantes que impactam a metilação e a função tireoidiana/antioxidante, respectivamente. Os desequilíbrios hormonais são notáveis: T4 Livre baixo, Estradiol elevado e SHBG alta indicam um perfil de estrogênio dominante e hipotireoidismo funcional, enquanto o Paratormônio elevado sugere uma necessidade de otimização da vitamina D e do metabolismo do cálcio. A Gastrina e o Peptídeo C estão dentro do ideal, o que é positivo. O Indican em traços indica uma disbiose leve, mas os sintomas gastrointestinais são mais severos, sugerindo que o teste pode não capturar toda a extensão da disfunção intestinal.
A paciente apresenta deficiência de folato (12.95 ng/mL, ideal > 20), indicando um terreno submetilado. O estado glicado é evidenciado pela HbA1c elevada (5.4%, ideal < 5.1%). O terreno inflamado é sugerido por leucocitose (7100 /mm³, ideal < 8.000), plaquetas elevadas (388 x 10³/mm³, ideal < 200), ferritina baixa (31.5 ng/mL, ideal 70 a 280) que, embora baixa, pode ser um marcador de inflamação crônica em alguns contextos, e IgE Total muito elevada (475 kU/L, ideal < 40) indicando um processo alérgico/inflamatório significativo. O desequilíbrio hormonal é claro com T4 Livre baixo (1.32 ng/dL, ideal > 1.44), Estradiol elevado (319 pg/mL, ideal 80 a 150), SHBG alta (159.3 nmol/L, ideal < 60) e Paratormônio elevado (48 pg/mL, ideal 20 a 30).
Energia
7/10
Resiliência
9/10
Resistência
6/10
Detoxicação
5/10
Potência
8/10
A tríade de Resiliência é a primária devido à queixa principal de dor de estômago há anos, estufamento abdominal severo, azia, excesso de gases, fezes não formadas/ressecadas, e o diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável. A IgE Total muito elevada (475 kU/L) e a asma confirmam um componente imune-alérgico significativo. A tríade de Potência é secundária devido à TPM muito intensa, desequilíbrios hormonais como T4 Livre baixo, Estradiol elevado, SHBG alta e Paratormônio elevado, além de sintomas como queda de cabelo e unhas fracas. A fadiga, cansaço e sonolência diurna também contribuem para a tríade de Energia, enquanto a HbA1c elevada e a vontade de comer doces afetam a Resistência.
Analogia Metabólica
"O corpo de Bianca é como uma casa antiga com um sistema de encanamento entupido (intestino inflamado e disbiótico) que está vazando para o sistema elétrico (desequilíbrio hormonal e tireoidiano), causando curtos-circuitos (TPM intensa, fadiga) e fazendo com que a bomba d'água (mitocôndrias) trabalhe com sobrecarga e pouca eficiência. Além disso, o filtro de ar (fígado e detoxificação) está um pouco sujo, e a caixa de ferramentas para reparos (folato e selênio) está incompleta, dificultando a manutenção geral da casa."
Bianca, uma paciente de 27 anos com TEA e asma, apresenta um perfil metabólico complexo marcado por disfunção gastrointestinal crônica e desequilíbrios hormonais. A queixa principal de dor de estômago, juntamente com sintomas digestivos severos como estufamento e alteração do hábito intestinal, sugere uma disbiose e inflamação intestinal significativa, corroborada pela IgE Total muito elevada que aponta para uma resposta imune exacerbada. A baixa ferritina, apesar de outros parâmetros sanguíneos normais, pode indicar uma deficiência de ferro latente ou um estado inflamatório crônico que afeta a utilização do ferro, impactando a energia e o transporte de oxigênio. Os exames revelam um terreno metabólico submetilado devido ao folato baixo, o que pode comprometer processos de detoxificação e síntese de neurotransmissores. A HbA1c elevada, embora discretamente, indica uma tendência à glicação e resistência insulínica, que pode ser exacerbada pela alimentação rica em carboidratos refinados (tapioca, doces) e contribuir para a fadiga e a vontade de comer doces. O desequilíbrio hormonal é evidente com T4 Livre baixo, sugerindo um hipotireoidismo subclínico ou funcional, e um perfil de estrogênio dominante (estradiol alto, SHBG alta) que pode explicar a TPM intensa e a queda de cabelo, além de impactar a função tireoidiana e o metabolismo geral. Considerando o histórico de TEA e o bruxismo, que o óleo CBD tem auxiliado, há uma necessidade de suporte neuro-regulatório. A combinação de disbiose intestinal, inflamação, hipotireoidismo funcional e desequilíbrio hormonal cria um ciclo vicioso que afeta a energia, o humor, a qualidade do sono e a capacidade de detoxificação. A abordagem terapêutica deve ser multifacetada, visando restaurar a integridade intestinal, modular a resposta imune, otimizar a função tireoidiana e equilibrar os hormônios sexuais, além de corrigir as deficiências nutricionais e apoiar a metilação e a detoxificação.
Otimizar a função gastrointestinal e imunológica, modular o eixo hormonal e tireoidiano, apoiar a metilação e detoxificação, e restaurar os níveis de energia e bem-estar geral, visando a remissão dos sintomas digestivos, hormonais e de fadiga.
Os cards foram selecionados para abordar a disbiose e inflamação intestinal (Resiliência), suporte à tireoide e equilíbrio hormonal (Potência), e suporte hepático para detoxificação. Na segunda fase, focaremos em um possível componente fúngico e manutenção hormonal.
Hepático Fase I e II
NAC, Selênio, Complexo B, Magnésio, Vit C, Glicina
Para suporte à detoxificação hepática, essencial para modular o metabolismo de estrogênios e toxinas, dada a sobrecarga intestinal e hormonal.
Neuroregulador
Magnésio, Glicina, Taurina, GABA, B6 ativa, Vit C
Para auxiliar na modulação do estresse, ansiedade, melhorar o sono e apoiar a função neurológica, importante para o TEA e bruxismo, além de ser um pilar para a resiliência geral.
Equilíbrio Feminino
Metilfolato, B6 ativa, B12, Magnésio, Zinco
Para otimizar o metabolismo de estrogênios, reduzir a TPM e apoiar a metilação, crucial para o folato baixo e o desequilíbrio hormonal.
Vitamina D3 IM
100.000 UI
Para otimizar os níveis de Vitamina D, que embora 'normal' está na faixa inferior e é crucial para a imunidade, saúde óssea (paratormônio alto) e regulação hormonal.
Não indicado neste momento. Foco inicial na otimização metabólica e hormonal com outras terapias.
Cicatrizes com Procaína
Infiltrar cicatrizes de ferimentos e tatuagens com procaína 0,5% para desbloquear campos de interferência.
Pontos Paravertebrais
T4-T8 bilateral (para inervação gastrointestinal e adrenal), C3-C7 bilateral (para inervação tireoidiana e cervical devido ao bruxismo).
Pontos de Acupuntura
ST36 (Zusanli - função gastrointestinal e energia), LI4 (Hegu - dor, inflamação), SP6 (Sanyinjiao - ginecológico, digestivo), CV6 (Qihai - energia, hormonal), PC6 (Neiguan - náuseas, ansiedade).
Local
Abdômen (foco em estômago e intestinos), Tireoide, Coluna cervical e lombar
Tipo de LED
Ambos (Vermelho 630-660nm e Infravermelho 800-850nm)
Tempo
H15 (15 minutos)
A fotobiomodulação no abdômen visa reduzir a inflamação intestinal, melhorar a motilidade e a cicatrização da mucosa. Na tireoide, para otimizar sua função. Na coluna, para modular o sistema nervoso autônomo e aliviar tensões relacionadas ao bruxismo e dor.
151-Estimulação Funcionamento Cólon, 152-Tônico Intestino Grosso, 26-Tireóide, 100-Hepáto Protetor
Realizar 2-3x/semana
47-Cândida, 18-Cândida Sistêmica, 111-Anti Envelhecimento Feminino
Realizar 2-3x/semana
Infiltração de cicatrizes, pontos paravertebrais (T4-T8, C3-C7), pontos de acupuntura (ST36, LI4, SP6, CV6, PC6)
Realizar nas semanas 1, 3, 5, 7
Abdômen, Tireoide, Coluna cervical e lombar (Ambos LED, H15)
Realizar 1x/semana
Hepático Fase I e II, Neuroregulador, Equilíbrio Feminino
Realizar 1x/semana
Vitamina D3 IM (100.000 UI)
Realizar 1x/mês
Não indicado neste momento. O Indican está em traços, e não há outros marcadores diretos de parasitose.